Ministro do STJ é alvo de investigação por importunação sexual
O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou por unanimidade a abertura de uma sindicância para investigar a denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A decisão foi tomada em sessão secreta nesta quarta-feira (4).
Para conduzir a apuração, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira, todos da Segunda Seção do tribunal, responsável pelos casos de direito privado e da qual Buzzi também faz parte. Os três estão entre os ministros mais antigos da Corte.
A sindicância terá a responsabilidade de reunir e analisar os documentos do caso, incluindo o boletim de ocorrência e os depoimentos prestados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O ministro é acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos em janeiro, durante férias em Balneário Camboriú (SC). O episódio teria ocorrido quando a jovem, filha de amigos do magistrado, saiu para tomar banho de mar.
Segundo o relato, Buzzi teria tentado agarrá-la em três ocasiões. A vítima registrou boletim de ocorrência em São Paulo. A denúncia foi publicada pelo Metrópoles. O ministro nega as acusações.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou em nota.
Na manhã de quarta-feira (4), a família prestou depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que deu início à investigação do caso. A Corregedoria do CNJ é liderada pelo ministro Mauro Campbell, que também é membro do STJ ao lado de Buzzi.

