Edson Fachin. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
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Fachin afirma que democracia está sob ameaça e critica perseguição a juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou na última segunda-feira (26) que o Brasil atravessa um momento de “erosão democrática”. Ele destacou que magistrados e magistradas vêm sendo perseguidos pelo simples exercício de suas funções.

Durante a posse do jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch na presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Costa Rica, Fachin destacou que, quando os sinais de violência institucional são apagados, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize.

Segundo o ministro, a democracia exige memória e vigilância, não por saudosismo, mas por clareza e lucidez diante do cenário atual.

Fachin afirmou ainda que a conjuntura atual apresenta forte tensão na estrutura de freios e contrapesos. Segundo ele, esse cenário se aproxima do limite. Ele citou como sinais desse momento a hostilização da liberdade de imprensa e a perseguição a magistrados e magistradas. Além disso, citou a relativização de direitos civis, políticos e sociais, o aumento do discurso de ódio contra mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas, e a devastação do meio ambiente.

A declaração do presidente do STF ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master. Por causa dessa crise, ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, foram colocados sob questionamentos públicos por supostas ligações com o controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

8 de janeiro

Fachin também mencionou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele destacou que todos os envolvidos foram julgados e condenados “com total respeito ao devido processo legal”.

Para ele, o episódio pode ser visto como um esforço republicano dos três Poderes para repudiar, de forma clara e unida, os ataques. Assim, esse episódio reforça o compromisso com a democracia.

O ministro ressaltou que os acontecimentos de 8 de janeiro não devem ser esquecidos. Pelo contrário, eles devem servir como uma advertência histórica voltada ao presente e ao futuro.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

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