Lei do Impeachment é puxada por Gilmar Mendes. Foto: Andressa Anholete/SCO/STF.
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‘Caducou’: Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment

Gilmar Mendes, ministro do STF, afirmou nesta quinta-feira (4) que a Lei do Impeachment ‘caducou’, em referência à decisão concedida na quarta-feira (3).

“Trata-se de aplicar a Constituição, e é isso que estamos fazendo, considerando que a lei, de alguma forma, já caducou. Ela é de 1950, criada para regulamentar o impeachment segundo a Constituição de 1946, e já passou por diversas constituições. Agora, sua análise se coloca à luz da Constituição de 1988”, declarou.

O ministro negou que a liminar vise proteger os membros da Corte. O plenário analisará o tema em julgamento virtual previsto entre 12 e 19 de dezembro.

AGU quer revisão

O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, solicitou ao ministro do STF a suspensão dos efeitos da medida até o julgamento definitivo pelo plenário da Corte.

A Advocacia-Geral da União (AGU) considera legítimo que qualquer cidadão apresente ações populares com denúncias de crimes de responsabilidade para solicitar a abertura de processos de impeachment de ministros do STF.

“Em especial, é importante a reavaliação da conclusão sobre o artigo 41 da Lei nº 1.079/1950, uma vez que, como sinalizado no corpo dessa manifestação, a legitimidade popular para o impeachment pode vir a ser melhor canalizada no futuro via atualização legislativa, na linha do que sugerido no Projeto de Lei do Senado nº 1.388/2023, preservando-se, desse como, a dimensão democrática dos processos de apuração de crimes de responsabilidade”, sustenta Messias.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

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