Rodrigo Pacheco é nomeado ministro do TCU e ocupará vaga de Bruno Dantas
A indicação do senador foi aprovada pelo Congresso no início de setembro, encerrando a trajetória no Senado antes do fim do atual mandato
Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi oficialmente nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O ato foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (29). A posse está marcada para esta quarta-feira (30), às 11h, em uma cerimônia restrita.
Pacheco chega à Corte de Contas para ocupar a vaga que ficou aberta após a saída de Bruno Dantas. A indicação do senador foi aprovada pelo Congresso no início de setembro, encerrando a trajetória no Senado antes do fim do atual mandato.
A aprovação ocorreu primeiro no Senado, onde o nome recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. No dia seguinte, a Câmara dos Deputados confirmou a indicação por 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção.
Da presidência do Senado ao TCU
Pacheco foi presidente do Senado por dois mandatos e atualmente cumpre o último ano de sua passagem pela Casa. Ele decidiu não disputar a reeleição nas eleições de 2026.
Antes da indicação para o TCU, o senador também chegou a ser considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O nome, porém, não avançou para a Corte.
Pacheco também foi consultado sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais, mas optou por não disputar o cargo.
Com a ida para o TCU, a vaga de Minas Gerais no Senado deverá ser ocupada pelo primeiro suplente, o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG).
O que faz um ministro do TCU?
Apesar de ser chamado de tribunal, o Tribunal de Contas da União não integra o Poder Judiciário. A Corte atua no controle externo da administração pública federal e auxilia o Congresso Nacional na fiscalização da aplicação dos recursos públicos.
O TCU é formado por nove ministros. Seis são escolhidos pelo Congresso Nacional, enquanto os outros três são indicados pelo presidente da República, seguindo as regras constitucionais para a composição da Corte.
Entre as atribuições do tribunal estão a fiscalização de recursos públicos federais, a análise de contas e o acompanhamento de atos da administração pública.



