A reconstrução que o DF precisa começa com Kiko Caputo e vai além de quatro anos
O candidato procura retomar a imagem de Brasília como uma cidade criada a partir de um projeto de futuro e desenvolvimento
Resgatar o potencial de Brasília e mudar a forma de administrar o Distrito Federal estão entre os principais eixos do discurso de Kiko Caputo (Novo) na disputa pelo Governo do DF.
O candidato usa a própria trajetória e um projeto de gestão de longo prazo para apresentar sua candidatura como uma alternativa ao modelo político que, segundo ele, já não responde aos desafios da capital.
“Você que está nos ouvindo, você está satisfeito com o governo que está aí?”, questionou Kiko em uma mensagem divulgada nas redes sociais. Ele defende a retomada do que chamou de “capital da esperança” e do “sonho de JK”.
“Nós podemos resgatar a capital da esperança, resgatar o DF e o sonho de JK para isso aqui ser de novo uma terra que emana leite e mel”, afirmou.
Experiência como argumento
A passagem pela presidência da OAB-DF é um dos principais elementos utilizados por Kiko ao falar sobre sua trajetória. Durante o primeiro debate entre os candidatos ao GDF, realizado em agosto, a então governadora Celina Leão fez referência à experiência de ex-presidentes da Ordem no comando do Executivo.
Kiko reagiu destacando sua atuação à frente da entidade e procurando se diferenciar de outros nomes que passaram pela política após presidir a OAB.
“Eu quero dizer que eu tenho o maior orgulho de ter presidido a Ordem dos Advogados do Brasil, a instituição da sociedade civil mais importante que nós temos no nosso país”, declarou.
O candidato também afirmou que sua trajetória foi marcada pela oposição ao grupo político ligado ao ex-governador Ibaneis Rocha.
“Mas vai ocorrer agora, porque eu sou diametralmente oposto ao ex-governador. Eu tenho princípios e valores que são completamente diferentes dele, por isso que eu sempre fui oposição a ele na OAB e no poder público”, afirmou.
Um projeto para além de quatro anos
O plano de governo de Kiko reúne diretrizes para áreas como gestão pública, saúde, segurança, educação, tecnologia, desenvolvimento econômico e valorização dos servidores.
A principal diferença apontada pelo candidato está na ideia de planejamento de longo prazo, com integração entre as áreas do governo, uso de tecnologia, acompanhamento de resultados e maior controle da administração.
“Nós vamos investir muito em tecnologia, pois ela é a base do nosso plano de governo, que aliás é o melhor plano de governo feito desde a construção da nossa capital. O meu plano não planeja o Distrito Federal para os próximos 4 anos, mas sim, para os próximos 30 anos”, afirmou.
O resgate do projeto de Brasília
A ideia de recuperar o potencial da capital aparece diretamente associada ao discurso de Kiko. Ao mencionar JK, o candidato procura retomar a imagem de Brasília como uma cidade criada a partir de um projeto de futuro e desenvolvimento.
“Eu cheguei aqui há 53 anos e vivi o esplendor dessa cidade com a excelência dos serviços públicos que eu pude usufruir. Estudei em escola pública, me tratava em escola pública, usava o transporte urbano e tudo funcionava. Hoje o que a gente vê é a deterioração de todos esses serviços. O que me traz aqui é resgatar aquele DF que eu vivi”, afirmou.
O discurso também é acompanhado pela defesa de uma mudança na forma de administrar o Distrito Federal. Kiko usa expressões como “choque de honestidade”, “choque de transparência” e “choque de gestão” para definir o modelo que pretende implementar.
Uma candidatura de ruptura
Ao lado do delegado Rafael Sampaio, candidato a vice-governador, e do desembargador aposentado Sebastião Coelho, candidato ao Senado, Kiko apresenta sua chapa em torno da ideia de renovação política e de transformação administrativa.



