Mais do que estabelecer compromissos para os próximos quatro anos, o candidato do Partido Novo ao Governo do Distrito Federal (GDF), Kiko Caputo, apresenta uma proposta de gestão que pretende projetar o DF para as próximas três décadas.
O plano de governo reúne medidas para áreas como segurança, saúde, educação, tecnologia, gestão pública, responsabilidade fiscal e valorização dos servidores.
A proposta parte de uma ideia central defendida pelo candidato: substituir práticas consideradas antigas por um modelo de gestão baseado em planejamento, eficiência, execução e acompanhamento de resultados.
Em uma das mensagens apresentadas pela campanha, Kiko resume a proposta: “A mudança que o DF precisa não acontece mantendo tudo como está.”
O plano também estabelece que uma proposta de governo não deve permanecer apenas no papel. A estratégia prevê a organização de prioridades, orçamento, responsáveis pela execução e mecanismos de acompanhamento, permitindo que a população possa cobrar resultados.
“Um Plano de Governo não pode ficar apenas no papel. Por isso, nossa proposta também trata de como organizar prioridades, orçamento, responsáveis, execução e acompanhamento. O cidadão precisa poder cobrar resultados, não apenas intenções”, afirma Kiko.
Segurança como prioridade
Entre os principais eixos está a reformulação da segurança pública. A proposta prevê a integração das forças de segurança, Defesa Civil, trânsito e centros de comando, com compartilhamento de informações e uso de tecnologias como videomonitoramento inteligente, drones, cercamento eletrônico, reconhecimento de placas e análise de dados.
A ideia é criar um sistema capaz de identificar padrões, antecipar situações de risco e melhorar a resposta das instituições.
O plano também prevê medidas específicas para segurança nas escolas, áreas rurais, proteção de infraestruturas críticas, combate ao crime organizado, crimes cibernéticos, violência contra mulheres e grupos vulneráveis e enfrentamento ao tráfico de drogas e armas.
Para o sistema penitenciário, a proposta prevê fortalecimento da Polícia Penal, modernização das unidades e ampliação do uso de inteligência e tecnologia.
“Nós temos um plano para pensar nos próximos 30 anos, para devolver serviço público de qualidade para o Distrito Federal, porque ninguém aguenta mais essa sensação de insegurança”, afirma Kiko.
Outro ponto é a preparação da capital para situações de emergência. O plano propõe fortalecer a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, além de ampliar programas comunitários de primeiros socorros, prevenção de incêndios e preparação para desastres.
Tecnologia como base da gestão
A transformação digital aparece como um dos pilares do plano. Durante o 6º Encontro Nacional de Lideranças, Kiko criticou a posição do DF em indicadores de digitalização do serviço público e defendeu investimentos em tecnologia.
“Nós vamos investir muito em tecnologia, pois ela é a base do nosso plano de governo, que aliás é o melhor plano de governo feito desde a construção da nossa capital. O meu plano não planeja o Distrito Federal para os próximos 4 anos, mas sim, para os próximos 30 anos”, declarou.
A proposta busca utilizar ferramentas digitais não apenas para modernizar serviços, mas também para melhorar o acompanhamento das políticas públicas e a utilização dos recursos.
Servidor público no centro da execução
Outro eixo apresentado por Kiko é a valorização do funcionalismo público. Para o candidato, os servidores precisam ter condições adequadas para executar as políticas planejadas pelo governo.
A proposta prevê diálogo permanente com as categorias, melhoria das condições de trabalho, formação e desenvolvimento profissional, além da recomposição das carreiras.
“O servidor público é uma prioridade do nosso governo. É ele que vai tirar o GDF desse atoleiro atual. E nós precisamos dar boas condições de trabalho para o servidor público. Principalmente na saúde, educação e segurança pública”, afirmou.
Segundo Kiko, a situação também afeta a saúde dos próprios servidores, que enfrentariam dificuldades para entregar serviços de qualidade diante da falta de estrutura.
Saúde com foco em eficiência
A saúde pública também ocupa espaço central no plano. Kiko defende que a solução não está apenas na construção de novos hospitais, mas principalmente na melhoria da gestão e na utilização mais eficiente da estrutura existente.
Em entrevista recente, o candidato criticou o tempo de espera enfrentado por pacientes e defendeu o fortalecimento da atenção básica e das equipes de saúde da família.
Para ele, melhorar a eficiência dos hospitais também pode aumentar a quantidade efetiva de leitos disponíveis, reduzindo o tempo de internação quando clinicamente possível.
“A gente pode aumentar o número de leitos, dando eficiência ao sistema de administração do hospital”, afirmou.
O plano também prevê investimentos em novas unidades diante do crescimento populacional e da necessidade de modernização da estrutura hospitalar do DF.
Responsabilidade fiscal e combate à corrupção
Na área administrativa, Kiko coloca a responsabilidade fiscal como um dos compromissos centrais.
O candidato também defende maior controle sobre os gastos públicos, transparência e mecanismos para acompanhar a execução das políticas.
“Responsabilidade fiscal é inegociável”, afirmou durante a sabatina.
Kiko também apresenta o combate à corrupção como uma das prioridades de sua proposta de gestão e utiliza a expressão “choque de honestidade” para definir a mudança que pretende implementar no GDF.
Um plano para além de quatro anos
A proposta de Kiko Caputo busca, portanto, apresentar um modelo de governo que vá além do ciclo eleitoral. A ideia é estabelecer planejamento de longo prazo e integrar diferentes áreas da administração para que segurança, saúde, educação, tecnologia, infraestrutura e assistência social atuem de maneira coordenada.
O candidato defende que o Distrito Federal possui condições para se tornar referência nacional em serviços públicos, segurança, desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
A mensagem central apresentada por Kiko é de renovação da gestão, com metas, acompanhamento e cobrança por resultados.
“A mudança que o DF precisa não acontece mantendo tudo como está. É hora de deixar para trás velhas práticas e abrir espaço para novas oportunidades, mais eficiência e um governo que pense no futuro”, afirma.



