Política

Quem é Kiko Caputo e por que o discurso contra o atual GDF começa a ganhar força?

As críticas do ex-governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, ao advogado e pré-candidato ao Palácio do Buriti Kiko Caputo parecem ter tido efeito contrário ao esperado: Kiko teve a oportunidade de reforçar um discurso de ruptura política e de apresentar Brasília como uma cidade que precisa “voltar a sonhar”.

Ibaneis elevou o tom ao ironizar a possível candidatura do adversário e chamá-lo de “desastre”. Caputo, porém, transformou o ataque em ativo político ao afirmar que as críticas mostram justamente que eles estão em lados opostos. 

Assim, o pré-candidato não limitou-se ao campo da resposta pessoal. Ele aproveitou para ressaltar a indignação com a atual gestão, construindo narrativa de desgaste do grupo político que hoje comanda o DF.

Ao citar o Banco de Brasília (BRB), empresários ligados ao governo e o Banco Master, Caputo tenta associar a administração a privilégios, acordos e uso da máquina pública em benefício de interesses privados.

Para além de críticas pontuais, há uma estratégia de se apresentar como alguém disposto a confrontar estruturas de poder já consolidadas em Brasília. A promessa de uma “grande auditoria” nas contas públicas e o discurso de combate à corrupção funcionam como pilares dessa tentativa de posicionamento. 

Em vez de se vender apenas como opositor, ele tenta ocupar o espaço de candidatos da reconstrução de Brasília.

O advogado busca atingir um sentimento cada vez mais presente entre parte da população: a visão de que não existe rumo, eficiência e perspectiva de futuro e fala em “resgatar o sonho de JK” e devolver à capital o título de “capital da esperança”. 

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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