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Quem é Olavo Noleto, provável sucessor de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta quarta-feira (28) que Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, é seu “sucessor natural” na pasta.

A declaração acontece após Gleisi confirmar que deixará o ministério para concorrer ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano, com saída oficial prevista para março.

Ao ser questionada sobre quem assumirá a SRI, Gleisi afirmou que não cabe a ela antecipar a decisão, mas reforçou: “ele é o nome natural”. A ministra explicou que a escolha final será feita pelo presidente Lula:

“Mas, obviamente, quem vai anunciar é o presidente Lula. O presidente acha que quem assume tem que dar sequência ao que nós fizemos até agora. Quem está dentro dos ministérios, em secretarias-executivas, pode assumir e completar o trabalho.”

A Secretaria de Relações Institucionais é considerada uma das pastas mais estratégicas do governo, sendo responsável pela articulação política com o Congresso Nacional e pelo encaminhamento de propostas de interesse do Executivo aos parlamentares.

Gleisi, que atualmente está licenciada como deputada, pretendia inicialmente concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. A mudança de planos, segundo ela, ocorreu a pedido do presidente Lula, que buscava nomes fortes para disputar o Senado. Sobre a decisão, Gleisi disse:

“Em uma conversa com o presidente Lula, e dentro da estratégia de disputa efetiva, ele me chamou para ser candidata ao Senado. Aceitei com alegria. Já fui senadora e temos chance de fazer uma boa campanha. Com isso, me licencio no final de março.”

Olavo Noleto atualmente chefia o Conselhão, grupo que reúne ministros, empresários e ativistas para discutir e sugerir políticas públicas ao governo. O conselho é vinculado à Secretaria de Relações Institucionais. Antes disso, Noleto já havia ocupado o cargo de secretário-executivo da SRI durante a gestão de Alexandre Padilha.

Gleisi Hoffmann integra um grupo de mais de 20 ministros que devem deixar o governo para disputar as eleições de 2026. Pela legislação eleitoral, os ministros precisam se desligar dos cargos até seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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