STF é unânime e mantém prisão preventiva de Bolsonaro
Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Registraram votos os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Os votos
Primeiro a votar, Moraes defendeu a manutenção da prisão preventiva. Segundo o ministro, Bolsonaro é “reiterado” no descumprimento de medidas cautelares e violou a tornozeleira eletrônica de forma “dolosa e consciente”.
Moraes acrescentou que o ex-presidente admitiu ter manipulado o equipamento, caracterizando “falta grave, claro descumprimento da medida cautelar e evidente desrespeito à Justiça”.
Em seu voto, Dino também ressaltou a violação da tornozeleira eletrônica e citou a convocação da vigília organizada por um dos filhos do ex-presidente.
O ministro destacou que as recentes fugas de aliados, como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, demonstram “profunda deslealdade com as instituições pátrias”.
Sobre a vigília, Dino afirmou que grupos de apoiadores do ex-presidente frequentemente agem de forma “descontrolada”, elevando o risco de invasões, confrontos e até a repetição dos atos de 8 de janeiro, incluindo o uso de bombas ou armas. Segundo ele, até a residência do ex-presidente poderia ser alvo, colocando em perigo policiais e moradores.
“Se os propósitos fossem apenas religiosos, a análise poderia ser diversa, mas, lamentavelmente, a realidade tem demonstrado outra configuração, com retóricas de guerra, ódio e cenas de confronto físico”, escreveu o ministro.

