Lula instrui ministros a destacar conquistas do governo em comunicação: ‘narrativa correta’
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo precisa definir a “narrativa correta” para comunicar à população os acontecimentos dos últimos anos no país. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial do ano, na Granja do Torto, em Brasília.
Lula destacou que, apesar de o país viver uma situação “amplamente favorável”, esse cenário não se reflete plenamente nas pesquisas de opinião devido à polarização política. Segundo ele, é fundamental que o discurso da equipe esteja alinhado para o processo eleitoral do próximo ano.
“O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse aos seus ministros, citando ações em diversas áreas, como economia e inclusão social.
“É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, acrescentou.

Lula afirmou que permitirá que ministros se afastem caso desejem disputar cargos ou a reeleição. No pleito de 2026, os eleitores escolherão não apenas o próximo presidente da República, mas também governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.
O presidente destacou ainda a capacidade de articulação da equipe para aprovar no Congresso medidas de interesse do governo, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Segundo ele, o país atravessa um “momento ímpar” do ponto de vista econômico, impulsionado também pelo aumento da capacidade de investimento e financiamento dos bancos públicos.
Lula reafirmou a sua política de que o dinheiro precisa circular nas mãos da população. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema. Não tem macroeconomia, não tem câmbio. Se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, do consumo, da agricultura, está resolvido o problema da inflação”, disse.
“Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, afirmou o presidente.
*Com informações de Agência Brasil

