Flávio Bolsonaro reforça que vai disputar 2026, cobra avanço da anistia, articulando prisão domiciliar para o pai
Em visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da PF, em Brasília, nesta terça-feira (9), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que sua decisão de concorrer à Presidência da República está tomada e não será revista.
“A candidatura é para valer, não é balão de ensaio e não tem volta”, afirmou.
Flávio destacou o encontro de segunda-feira (8) com líderes partidários, no qual, segundo ele, ficou claro o avanço do apoio ao seu nome.
“Foi positivo. A minha relação com todos é boa, sendo uma conversa muito franca. O meu nome já traciona e vamos caminhar daqui para frente até o dia da vitória, sempre crescendo”, expressou.
Prisão Bolsonaro
Flávio Bolsonaro comentou a situação do pai. Ele afirmou que a defesa deve protocolar ainda hoje um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que Jair Bolsonaro possa cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários.
Na semana passada, o senador já havia detalhado as condições de saúde e o confinamento do ex-presidente, argumento que, segundo ele, justifica a solicitação.
“Ele está trancado em uma sala de doze por doze, na chave, o dia inteiro. Sai apenas por alguns minutos para caminhar, mas o espaço é muito pequeno, dá dez passos para um lado, dez para o outro e acabou”, relatou o senador.
O senador classificou a situação como “desumana”.
Anistia
Por fim, o senador acusou o relator do Projeto de Lei da anistia na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de bloquear o andamento das discussões sobre o tema no Congresso.
Na segunda-feira (8), Paulinho reforçou que o texto não inclui, em hipótese alguma, benefícios ao ex-presidente.
“Meu texto contempla o Bolsonaro, só não resolve o problema dele. Só para ter uma ideia, a redução dele, no meu texto, cai de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses. Quer benefício maior que esse?”, explicou.

