Marília Alencar. Foto: Silvio Abdon/CLDF.
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Ex-delegada condenada a oito anos por tentativa de golpe tem prisão domiciliar definitiva

O ministro Alexandre de Moraes decidiu, na quinta-feira (23), que Marília Alencar, ex-delegada da Polícia Federal, cumprirá a pena em regime domiciliar após ser condenada por tentativa de golpe de Estado.

Ela foi diretora de Inteligência do Ministério da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro e integrou o núcleo 2 da investigação que apurou a tentativa de impedir a posse de Lula.

Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou pena de oito anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, além da perda do cargo público.

À frente da área de inteligência, Alencar requisitou um levantamento sobre regiões onde Lula venceu no primeiro turno. O material teria sido usado para orientar ações da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores.

Ela já estava em prisão domiciliar preventiva, medida adotada por Moraes para os condenados do núcleo 2 após o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, tentar deixar o país e ser preso no Paraguai.

Agora, com a decisão definitiva, o ministro autorizou o cumprimento da pena em casa, citando a ausência de recursos pendentes e o fato de a ex-delegada ter um filho pequeno. Sem essa autorização, ela poderia ser encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

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