China retoma importações de carne de frango brasileira
A China anunciou, nesta sexta-feira (7), o fim da proibição à importação de carne de frango brasileira. A medida havia sido imposta em maio, após o registro do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
Na época, o governo brasileiro havia solicitado que a restrição fosse limitada apenas ao município afetado. Entretanto, as autoridades chinesas decidiram suspender todas as compras, seguindo os protocolos sanitários firmados entre os dois países. Além do embargo, também foi determinada a inspeção sanitária de todos os resíduos de origem animal e vegetal vindos do Brasil.
O anúncio da reabertura foi feito pela Administração Geral das Alfândegas da China e confirmado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A associação celebrou a decisão e destacou o “reconhecimento à competência técnica e diplomática do Brasil”.
“A suspensão ocorreu no contexto do único foco registrado – e que já foi totalmente superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial de carne de frango do Brasil”, recorda a nota da associação.
País livre da doença
Em junho, o Brasil se declarou livre da gripe aviária após concluir o processo de desinfecção da granja e cumprir o período de 28 dias sem novos casos. Em setembro, a União Europeia também reconheceu oficialmente a eliminação da doença, permitindo a retomada das exportações ao bloco.
Com a decisão da China, todos os principais importadores de carne de frango brasileira já reabriram seus mercados.
“Gradativamente, todos os grandes importadores de carne de frango retomaram as compras. Hoje, a China, último grande importador de carne de frango fechado, reabriu seus portos para o produto brasileiro”, comemorou nesta sexta-feira a ABPA.
A associação ainda elogiou o trabalho de negociação conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o Itamaraty e o Palácio do Planalto.
“Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo. Isso incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências”, acrescentou ao afirmar que a reabertura “coroa o sucesso” dessas ações.
*Com informações de Agência Brasil

