Indignação de Kiko Caputo tem nome: o velho jeito de fazer política em Brasília
Novo debate colocou novamente em evidência a disputa entre os grupos que há anos ocupam o espaço político e uma candidatura que tenta se apresentar fora dessa estrutura
O debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF), realizado pela Record nesta segunda-feira (21), colocou novamente em evidência a disputa entre os grupos que há anos ocupam o espaço político de Brasília e uma candidatura que tenta se apresentar fora dessa estrutura.
Kiko Caputo reforçou justamente essa diferença. Para o candidato do Novo, o que está em jogo não é apenas a troca de nomes no comando do DF, mas a mudança na forma de fazer política e administrar a capital.
A ausência de Celina Leão também chamou atenção. A governadora e candidata à reeleição não participou do debate. Segundo sua assessoria, ela estava envolvida em atividades relacionadas ao cargo. A cadeira vazia, no entanto, acabou entrando no debate e sendo mencionada pelos demais candidatos.
Fora da velha política
Kiko tem construído a campanha em torno de uma ideia central: não fazer parte dos grupos tradicionais que se revezam no poder em Brasília.
É nesse ponto que aparece a indignação mencionada pelo candidato. Na visão de Kiko, a política do DF continua presa a uma lógica de alianças, interesses e estruturas que pouco mudam, mesmo quando os nomes mudam.
A candidatura do Novo tenta se colocar justamente no lado oposto. Kiko se apresenta como alguém que pretende romper com esse modelo e levar para o governo uma gestão baseada em planejamento, tecnologia, redução da máquina pública, profissionalização e cobrança por resultados.
Um debate que reforçou a estratégia
Mais uma vez, Kiko utilizou o espaço para defender uma candidatura de ruptura. A campanha aposta na experiência administrativa e profissional do candidato e na proposta de construir um projeto de longo prazo para o Distrito Federal.
O discurso também reforça uma das principais marcas da campanha: a independência em relação aos grupos tradicionais da política local.
Enquanto o debate foi atravessado por disputas entre nomes que já fazem parte da história política do DF, Kiko ocupa outro espaço: o de quem quer chegar ao Palácio do Buriti sem carregar o peso dessas alianças.



