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Tem lipedema? Estes exercícios podem ajudar no controle dos sintomas

Manter o corpo em movimento pode ser uma estratégia importante para pessoas que convivem com a condição crônica.

Manter o corpo em movimento pode ser uma estratégia importante para pessoas que convivem com o lipedema, condição crônica que altera a distribuição de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços.

Embora ainda seja frequentemente confundido com uma questão estética, o problema pode provocar dor, sensibilidade, sensação de peso, inchaço e maior facilidade para o surgimento de hematomas.

Nesse contexto, a prática regular de exercícios pode contribuir para o controle dos sintomas e para a manutenção da qualidade de vida. Segundo o profissional de educação física, Luiz Fernando Lukas, a atividade física favorece diferentes mecanismos importantes para quem tem a condição.

O exercício ajuda a melhorar a circulação, favorecer o retorno venoso e linfático, fortalecer a musculatura, melhorar a mobilidade e contribuir para a redução da sensação de peso e desconforto. Além disso, o fortalecimento muscular ajuda a melhorar a capacidade funcional, a autonomia e a qualidade de vida”, explica.

Quais exercícios podem ser feitos?

Não existe uma atividade única que seja indicada para todas as pessoas com lipedema. A escolha deve considerar sintomas, condicionamento físico, limitações e características individuais.

Entre as possibilidades estão caminhada, bicicleta, exercícios realizados na água e musculação. Para Lukas, o mais importante é que a modalidade seja adaptada à realidade de cada pessoa.

A escolha deve levar em consideração as características, os sintomas, o condicionamento físico e os limites de cada pessoa”, detalha.

Panturrilhas têm papel importante

Um dos pontos destacados pelo profissional é o trabalho da musculatura das panturrilhas. Essa região auxilia a circulação sanguínea por meio do mecanismo conhecido como bomba muscular da panturrilha, que contribui para o retorno do sangue das pernas ao coração.

Por isso, atividades que envolvam movimentos dos tornozelos e contrações da panturrilha podem fazer parte de um programa de exercícios planejado individualmente.

Um ponto especialmente importante é a ativação da musculatura das panturrilhas, que funciona como uma importante ‘bomba muscular’, auxiliando o retorno do sangue das pernas em direção ao coração”, afirma Lukas.

Corrida e musculação precisam de adaptação?

Exercícios de maior impacto não são necessariamente proibidos para quem tem lipedema. Entretanto, podem precisar de ajustes caso provoquem dor, desconforto ou sobrecarga nas articulações.

O mesmo vale para a musculação. De acordo com o especialista, cargas, intensidade e volume precisam ser definidos conforme a capacidade de cada pessoa.

Atividades de maior impacto, como corridas e saltos, podem precisar de adaptações quando provocam dor, desconforto ou sobrecarga articular. Da mesma forma, o treinamento de força deve ser individualizado, com volume, intensidade e cargas adequados à capacidade de cada pessoa”, orienta.

Regularidade é fundamental

Mais do que buscar um exercício considerado perfeito, a recomendação é construir uma rotina que possa ser mantida ao longo do tempo. A prática deve ser progressiva e respeitar os limites individuais.

O mais importante é encontrar uma rotina de exercícios que seja regular, progressiva, segura e prazerosa. A orientação de profissionais que conheçam o lipedema é muito importante para adaptar o treinamento às necessidades de cada indivíduo”, finaliza Luiz Fernando Lukas, pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força.

A atividade física não cura o lipedema, mas pode ser uma aliada no gerenciamento dos sintomas, na preservação da capacidade física e na melhora da qualidade de vida.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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