Fim da fila do INSS? Governo Lula promete anúncio nesta semana
A previsão foi apresentada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz
O governo federal espera anunciar ainda nesta semana o fim da fila de espera por benefícios do INSS. A previsão foi apresentada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em entrevista à CNN.
Segundo o ministro, o número de pessoas aguardando atendimento ou análise de pedidos caiu 86% desde janeiro. A redução, de acordo com o governo, está relacionada a uma série de medidas adotadas nos últimos meses, entre elas a contratação de novos médicos peritos, o uso da telemedicina e a realização de atendimentos em mutirões aos fins de semana.
“Nos últimos anos, os pedidos de benefícios quase dobraram e temos recebido uma média de 1,3 milhão requerimentos por mês”, afirmou Wolney.
Os números oficiais apontam que a quantidade de benefícios concedidos também cresceu nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, passou de 5,2 milhões para 7,6 milhões, alta de 46%.
O tempo médio de espera também apresentou redução. Segundo os dados citados pelo governo, o prazo caiu de 108 dias, em 2021, para 35 dias em 2026.
“É por causa de todo esse esforço que, nesta semana, vamos anunciar oficialmente que zeramos a fila do INSS”, declarou o ministro.
Fila do INSS ganha peso político
A redução da espera ocorre em um momento em que o governo enfrenta forte desgaste provocado pelas fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A recuperação do atendimento e a promessa de eliminar a fila passaram a integrar o discurso do presidente Lula (PT), que busca mostrar resultados na área da Previdência em meio às críticas.
O tema também ganha relevância diante da estratégia eleitoral do presidente. Lula tem ampliado os acenos ao eleitorado com mais de 60 anos, grupo considerado importante para a disputa presidencial de 2026.
Dentro do PT, uma das estratégias em discussão é estimular a participação desse público nas urnas. O partido planeja uma mobilização nacional para incentivar filhos e netos a acompanharem pais e avós no dia da votação, em uma tentativa de reduzir a abstenção entre os eleitores mais velhos.
*Com informações de CNN



