Zema critica condenações do 8 de Janeiro e promete anistia durante entrevista na Globo
Candidato do Novo também falou sobre vacinação, segurança pública e o aumento dos salários do governador e de secretários durante sua gestão em Minas Gerais
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou as condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023 e voltou a defender anistia aos condenados durante entrevista à TV Globo na noite desta segunda-feira (24).
Zema abriu a série de entrevistas da emissora com os candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A conversa foi conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, após o Jornal Nacional, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
Zema contesta tratamento dado aos condenados pelo 8 de Janeiro
Questionado sobre os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, Zema voltou a rejeitar a classificação do episódio como uma tentativa de golpe de Estado.
O candidato classificou os acontecimentos como vandalismo e criticou a forma como os envolvidos foram julgados. Ao falar sobre o assunto, afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia aos condenados ou buscar uma alternativa para que sejam submetidos ao que considera um julgamento imparcial.
“O que nós vimos no Brasil foi perseguição”, declarou ao comentar as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Candidato se posiciona contra obrigatoriedade de vacinação
A vacinação também entrou na sabatina. Zema afirmou ter tomado todas as doses disponíveis contra a Covid-19, mas disse ser contrário à obrigatoriedade da imunização.
Segundo o candidato, famílias não deveriam ser punidas por decidirem não se vacinar. No Brasil, não existe uma obrigação geral de vacinação de adultos, embora a recusa possa produzir consequências administrativas em determinadas circunstâncias.
Zema propõe “superpresídio” no Norte do Brasil
Na área de segurança pública, o candidato defendeu a construção de um “superpresídio” na Região Norte destinado a lideranças de organizações criminosas.
A proposta foi apresentada durante a entrevista como uma das medidas defendidas por Zema para enfrentar o crime organizado.
Aumento de salários em Minas também foi questionado
Outro tema abordado pelos jornalistas foi o reajuste da remuneração do governador, do vice-governador e de secretários durante a administração de Zema em Minas Gerais.
A remuneração do governador passou de cerca de R$ 10,5 mil para R$ 41,3 mil, enquanto a dos secretários chegou a aproximadamente R$ 34,7 mil. Zema argumentou que o reajuste era necessário para atrair profissionais qualificados para cargos no governo.
O candidato também afirmou que, durante o período em que governou Minas, destinou os valores recebidos como salário a unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no estado.
Zema abriu série de entrevistas com presidenciáveis
A Globo convidou para a série os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio com representantes dos partidos.
Depois de Zema, a programação prevê Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça-feira (25), Renan Santos (Missão) na quarta (26), Lula (PT) na quinta (27), Flávio Bolsonaro (PL) na sexta (28) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29).
As entrevistas são exibidas depois do Jornal Nacional, com transmissão também pela GloboNews e pelo g1. É a primeira vez que a emissora realiza essa série com presidenciáveis fora do telejornal.



