Política

Kiko Caputo coloca crianças e famílias no centro de propostas para o DF

Candidato ao GDF apresenta medidas para famílias atípicas, com prioridade em escolas e creches, apoio às mães, segurança e linhas de crédito

Garantir mais suporte às crianças atípicas e às famílias que estão na linha de frente dos cuidados foi o principal foco das propostas apresentadas pelo candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Novo, Kiko Caputo, nesta sexta-feira (21).

Durante uma conversa com representantes de entidades que atuam na defesa de pessoas atípicas, o candidato apresentou medidas que, segundo ele, devem integrar diferentes áreas do governo para facilitar o acesso das famílias a serviços públicos e ampliar a rede de proteção.

A proposta parte de uma ideia central: não olhar apenas para a criança, mas também para quem cuida dela. Entre as medidas apresentadas estão prioridade em programas habitacionais, linhas de crédito específicas, atendimento prioritário para matrícula em creches e escolas públicas e ações para acelerar a emissão de laudos e diagnósticos.

A gente não trata só das crianças. A gente cuida das famílias. Nós vamos apoiar essas famílias, vamos apoiar essas mães, vamos apoiar essas crianças”, afirmou Kiko.

Segundo o candidato, muitas mães acabam deixando o trabalho e a própria carreira para assumir integralmente os cuidados dos filhos. Por isso, ele defende também mecanismos de apoio financeiro às famílias, com linhas de crédito por meio do programa Próspera.

Mais proteção para crianças e cuidadores

Na área da segurança pública, Kiko propõe a criação, dentro da Polícia Civil do Distrito Federal, de um setor especializado no atendimento e na proteção de crianças atípicas e de seus cuidadores.

Lá eles vão cuidar das mulheres, dos idosos, das crianças atípicas. Nós precisamos dar segurança para esse tipo de população que é mais vulnerável”, declarou.

Outra proposta apresentada durante o encontro é a realização de um levantamento mais preciso sobre a população atípica do DF. A ideia, segundo Kiko, é conhecer melhor o número de pessoas com autismo, doenças raras e outras condições para que as políticas públicas sejam planejadas a partir de dados.

Nós não sabemos quantos têm doenças raras, nós não sabemos quantos são autistas, nós não temos o menor controle”, afirmou.

Escola com suporte para as crianças

Na educação, um dos principais pontos levantados pelo candidato é a necessidade de oferecer mais estrutura para que crianças atípicas tenham acompanhamento adequado dentro das escolas.

Kiko defende a presença de monitores e a capacitação dos professores para lidar com as diferentes necessidades dos alunos. Para ele, colocar a criança na sala de aula sem oferecer o suporte necessário prejudica tanto o estudante quanto o profissional responsável pelo atendimento.

Estão colocando as crianças atípicas na escola sem monitor e sem preparar o professor. Os professores estão adoecendo, porque eles querem ajudar, mas eles não sabem nem como”, disse.

As propostas, segundo o candidato, foram construídas a partir de conversas com associações, familiares e entidades que acompanham de perto as dificuldades enfrentadas por essas famílias.

Nós vamos, a partir da audição das associações e das famílias, cuidar pela primeira vez, com respeito, com carinho e com empatia, das famílias atípicas”, concluiu.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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