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Bolsonaro é ouvido pela Polícia Civil em inquérito sobre arma apreendida no DF

A investigação foi aberta após uma abordagem realizada na madrugada de 15 de junho

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23), no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do DF.

A oitiva está prevista para ocorrer às 15h, de forma presencial, na residência de Bolsonaro, em Brasília. Segundo informações do caso, uma equipe composta por delegado e agentes da Polícia Civil ficará responsável pela coleta do depoimento.

Antes do procedimento, os advogados do ex-presidente terão a oportunidade de se reunir com ele para tratar dos detalhes da defesa e acompanhar a oitiva.

A investigação foi aberta após uma abordagem realizada na madrugada de 15 de junho. Na ocasião, policiais militares encontraram uma pistola dentro de um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército.

Durante a fiscalização, o militar informou que transportava a arma para manutenção e que o armamento seria posteriormente devolvido ao proprietário. Após consulta aos registros, a polícia identificou que a pistola estava cadastrada em nome de Jair Bolsonaro.

Em manifestação encaminhada às autoridades, a defesa do ex-presidente confirmou a propriedade da arma e afirmou que Bolsonaro teria solicitado o reparo após identificar um problema no equipamento. Os advogados sustentam que não existe decisão judicial determinando a entrega das armas registradas em seu nome nem o cancelamento dos respectivos registros.

O caso tramita na esfera da Polícia Civil do Distrito Federal e, até o momento, não foi remetido automaticamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, existe a possibilidade de que informações da investigação sejam posteriormente requisitadas pela Corte.

A oitiva ocorre em um momento de atenção jurídica para Bolsonaro. Nesta quarta-feira (24), termina o prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária temporária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes. A expectativa é que o magistrado analise nos próximos dias a situação do ex-presidente e decida sobre a continuidade ou não da medida.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando as circunstâncias que envolveram o transporte da arma e os fatos relacionados à apreensão registrada durante a blitz no Distrito Federal.

*Com informações de CNN

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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