Mendonça envia delação de empresário à PGR em caso de fraudes no INSS
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o acordo de delação premiada firmado entre o empresário Maurício Camisotti e a Polícia Federal.
O material foi encaminhado ao gabinete do relator na semana passada, após a PF concluir que havia elementos suficientes para formalizar a colaboração, a primeira assinada diretamente pela corporação com um investigado.
O repasse à PGR segue o procedimento legal, já que cabe ao órgão avaliar o conteúdo da delação antes de uma possível ação penal.
Somente depois dessa análise é que Mendonça decidirá se valida ou não o acordo. A definição dos valores a serem ressarcidos ainda será feita com base na Lei de Organizações Criminosas.
Camisotti prestou cerca de dez depoimentos em São Paulo. No mês passado, foi transferido do presídio de Guarulhos para a Superintendência da PF, onde finalizou a negociação da delação.
De acordo com a investigação, o empresário integra o núcleo financeiro de um esquema de fraudes com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele foi preso na mesma operação que Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, que permanece detido.
Na ação, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 2 milhões em bens, incluindo obras de arte, esculturas, carros e motocicletas de alto padrão.



