Chacina que matou dez da mesma família começa a ser julgada no DF
O julgamento da maior chacina já registrada no Distrito Federal tem início nesta segunda-feira (13). Cinco acusados serão levados a júri popular no Fórum de Planaltina pelo assassinato de dez integrantes da mesma família.
O crime ocorreu entre o fim de 2022 e o início de 2023 e, de acordo com as investigações, teria sido motivado por uma disputa pela posse de uma chácara no Itapoã, avaliada em cerca de R$ 2 milhões.
Como o crime se desenrolou
A investigação começou após o desaparecimento da cabeleireira Elizamar Silva e de seus três filhos, que haviam saído do local de trabalho. A partir desse episódio, a polícia identificou uma sequência de sequestros, homicídios e ocultação de corpos que se prolongou por dias.
As apurações indicam que o grupo agiu de forma planejada. As vítimas foram mantidas sob restrição de liberdade, tiveram informações bancárias exigidas e, posteriormente, foram mortas. Os corpos foram escondidos e distribuídos em diferentes áreas do DF, além de pontos em Goiás e Minas Gerais.
Entre as vítimas estavam adultos e três crianças, o que ampliou a repercussão e a gravidade do caso.
Réus
Cinco homens respondem pelo crime: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo, Carlomam dos Santos Nogueira e Carlos Henrique Alves da Silva.
Segundo o Ministério Público, houve divisão de tarefas entre os envolvidos, incluindo o sequestro das vítimas, monitoramento, execução e ocultação dos corpos.
Eles são acusados de crimes como homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver. As penas somadas podem chegar a até 358 anos de prisão.
Julgamento
O júri popular deve se estender por vários dias, com a previsão de ouvir 22 testemunhas entre acusação e defesa.
Cabará aos jurados decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, a pena será fixada pelo juiz responsável, com base na decisão do júri.
Familiares das vítimas aguardam uma resposta firme da Justiça diante da gravidade do caso, considerado um dos mais violentos já registrados no Distrito Federal.
*Com informações de Metrópoles



