O presidente Lula declarou nesta quinta-feira (2) que solicitou ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, apoio no enfrentamento ao crime organizado, incluindo a extradição de brasileiros que estão foragidos no exterior.
Durante entrevista à TV Record Bahia, Lula afirmou que pediu às autoridades norte-americanas a identificação e o envio de suspeitos que estariam vivendo nos EUA. Segundo ele, a intenção é atingir principalmente lideranças de facções que atuam fora do Brasil.
O presidente ressaltou que o país está disposto a colaborar ativamente nesse esforço internacional de combate à criminalidade organizada, destacando que o enfrentamento exige ações conjuntas entre diferentes nações.
A declaração foi feita no contexto da defesa de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à segurança pública. Lula voltou a pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da medida, afirmando que ela permitirá ampliar a atuação do governo federal no combate às facções.
Entre os pontos citados, estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, a redefinição das atribuições de órgãos federais, como as polícias, e a estruturação de uma Guarda Nacional voltada a intervenções mais diretas.
O presidente também destacou que o governo já conduz operações contra o crime organizado, mas reforçou a necessidade de avançar sobre níveis mais altos da estrutura criminosa. Segundo ele, o foco deve alcançar os principais articuladores, que muitas vezes não estão nas periferias, mas em áreas mais privilegiadas.
Por fim, Lula afirmou que a aprovação da PEC é essencial para dar mais rapidez e eficiência às ações do Estado. Ele reforçou que o combate ao crime organizado é uma prioridade e que o governo busca ampliar seus instrumentos para atuar de forma mais incisiva.



