Isabella Nardoni. Foto: reprodução.
Notícias

Novas revelações sobre caso Isabella Nardoni provocam repercussão internacional; saiba detalhes

Quase duas décadas após a morte de Isabella Nardoni, o caso voltou ao centro das atenções após novos pedidos apresentados à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), sediada em Washington, nos Estados Unidos.

A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, comandada por Agripino Magalhães, protocolou um aditamento à denúncia internacional solicitando a retomada das investigações e a prisão de Antônio Nardoni.

Segundo o documento, três policiais penais teriam relatado supostas declarações feitas por Anna Carolina Jatobá enquanto ela estava presa em Tremembé. Os relatos anexados apontam que Anna teria atribuído ao sogro participação direta no planejamento e na execução do crime.

Em um dos depoimentos incluídos na petição, uma testemunha afirma que Anna teria dito que agiu a mando de “daquele véio”. Ao ser questionada se estava falando do sogro, ela teria confirmado a informação chorando e fazendo sinal positivo com a cabeça.

O documento também sustenta que Antônio Nardoni teria aconselhado o filho, Alexandre Nardoni, a modificar elementos da cena para simular um acidente. Para o advogado Angelo Carbone, uma possível quebra de sigilo telefônico entre pai e filho poderia indicar tentativa de fraude processual.

Além da reabertura do caso, o pedido encaminhado à Corte Internacional inclui solicitação de prisão preventiva de Antônio Nardoni, proteção às testemunhas e acompanhamento direto das investigações por representantes da CIDH.

A petição ainda menciona preocupação de moradores de São Paulo e Alphaville com a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O texto afirma que Alexandre trabalha atualmente em uma empresa do pai e sugere que o silêncio mantido por Anna durante anos teria sido sustentado por apoio financeiro familiar.

O Ministério Público de São Paulo analisa os novos pedidos apresentados. Já a defesa da família Nardoni nega todas as acusações e afirma que tomará medidas judiciais contra os autores dos relatos.

*Com informações de Metrópoles

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Portal Infonews

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading