Cármen Lúcia na mira de ministros. Foto: Antonio Augusto/STF.
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Bastidores do STF revelam movimento contra Cármen Lúcia em caso do RJ; entenda

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se articulam nos bastidores em um movimento que pode gerar constrangimento à ministra Cármen Lúcia durante a análise da reclamação do PSD sobre as eleições no Rio de Janeiro, após a cassação do ex-governador Cláudio Castro.

A insatisfação interna tem dois principais motivos. O primeiro remete ao período em que Cármen esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Integrantes da Corte avaliam que houve demora na inclusão em pauta de processos que tratavam da cassação de aliados de Castro, além do caso envolvendo o governador de Roraima, Antonio Denarium.

O segundo ponto diz respeito à falta de publicação do acórdão que formaliza a decisão do TSE pela cassação de Castro. O documento é considerado fundamental para que o STF avance no julgamento que definirá se o estado do Rio terá eleições diretas ou indiretas.

A análise no Supremo foi suspensa em 9 de abril, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que condicionou a retomada à divulgação do acórdão.

De acordo com fontes que acompanham o caso, o atraso pode estar ligado a divergências nas certidões já divulgadas pelo TSE. Três versões apresentam interpretações diferentes sobre o modelo de eleição a ser adotado.

A primeira, publicada em 24 de março de 2026, não menciona como se dará a substituição no governo. A segunda, divulgada no dia seguinte, faz referência ao artigo 224 do Código Eleitoral, o que apontaria para eleições diretas. Já uma terceira certidão, publicada horas depois, cita o artigo 142 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, indicando a possibilidade de eleições indiretas.

Na avaliação de parte dos ministros do STF, essa mudança pode sinalizar um alinhamento de Cármen Lúcia à posição defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e pelo ministro André Mendonça, que se manifestaram a favor de eleições indiretas.

Esse grupo também tem atuado de forma conjunta em outros temas recentes, como o caso Master e a proposta de criação de um Código de Ética para o STF, iniciativa que encontra resistência em outra ala da Corte, formada, entre outros, pelos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Segundo relatos de bastidores, há ainda divergências entre esses grupos quanto à possibilidade de abertura de investigações envolvendo integrantes do próprio Supremo.

*Com informações de CNN

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

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