Após ser alvo da PF, Ciro Nogueira afirma que não será intimidado: ‘o povo não é bobo’
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (12) em que rebate as acusações envolvendo a operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao Banco Master e afirma ser alvo de perseguição política por ser “líder da oposição”.
O parlamentar compara a atual investigação a uma operação sofrida por ele em 2018, durante o período eleitoral.
“Em 2018, dez dias antes das eleições, eu fui alvo de uma operação da Polícia Federal igual à que aconteceu na semana passada aqui em Brasília. Na época, me acusaram falsamente de coisas muito graves”, afirmou.
Ciro diz que as acusações da época não prosperaram e cita decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A PGR não viu elementos suficientes para sustentar a acusação, nem indícios mínimos. Também concluíram que não foram comprovadas as alegações”, declarou.
O senador negou qualquer irregularidade envolvendo o caso atual e afirmou que nunca recebeu valores ilícitos.
“Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade, que seja, neste caso, em qualquer outro”, disse.
Ciro também saiu em defesa das empresas da família após suspeitas envolvendo movimentações financeiras. Segundo ele, os valores citados representam uma parcela pequena do faturamento dos negócios.
“Meu pai construiu uma empresa com muito sacrifício. E, graças a Deus, ela tem muito sucesso”, afirmou. “Nós temos uma rede concessionária de motocicletas que fatura em torno de R$ 400 milhões por ano. E me acusam de depósito de R$ 3 milhões nessa empresa. Isso é absolutamente comum em uma empresa dessas”, acrescentou.
Durante a fala, o senador afirmou que deseja que as investigações ocorram “com isenção”, mas questionou o fato de a operação ter começado por ele.
“Tudo que eu quero é que a polícia investigue. Investigue com isenção. E que o Judiciário julgue da mesma forma. Mas eu confesso que tem uma coisa que me causou muita estranheza. Por que começar esta operação por um líder da oposição?”, questionou.
O parlamentar também comentou a chamada “emenda master”, relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e afirmou que a proposta defendia a correção do valor de cobertura aos correntistas.
“Este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos. Não é a União. Não tem recursos públicos”, disse. “O que causa escândalo em um banco não é o FGC. É a falta de fiscalização. Quem tem que fiscalizar é o Banco Central”, completou.
Na reta final do vídeo, Ciro relacionou a operação ao cenário político e eleitoral no Piauí, estado governado pelo PT.
“Essas coisas não surgem por acaso. Acontece porque estamos no ano eleitoral. As questões técnicas e as provas estão em segundo plano para eles”, afirmou.
O senador ainda disse que não será intimidado pelas investigações.
“Se alguém imagina que esse tipo de perseguição vai me intimidar de alguma maneira, eu quero deixar bem claro: o povo não é bobo”, declarou. “Na hora de comprovar, não conseguiram e não conseguirão”, concluiu.

