Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito e promete comandar oposição dos EUA
Senador afirma que a disputa política não terminou com a eleição de 25 de outubro e fala em manter a mobilização em defesa do que chama de democracia, direitos humanos e liberdade
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos (EUA) com a família. No texto, ele contesta o resultado das eleições de domingo (25), acusa o processo eleitoral de fraude e diz que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.
Na manifestação, Flávio também agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo o senador, a decisão de deixar o Brasil foi motivada pelo que classifica como perseguição política e falta de segurança jurídica no país.
O parlamentar afirma que não abandonou os brasileiros e promete apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar a oposição por meios que descreve como pacíficos e legítimos.
Senador acusa processo eleitoral de fraude
Na carta, Flávio questiona a vitória de Lula (PT) no segundo turno e afirma que houve irregularidades na votação. Entre os pontos levantados, ele critica a decisão judicial que ampliou o horário de votação em locais onde eleitores enfrentaram dificuldades.
O senador também contesta o crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno e acusa a campanha petista de abuso de poder político e econômico. Com base nessas alegações, defende a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin.
As declarações representam a versão apresentada pelo senador. No texto divulgado, ele não apresenta provas que demonstrem a ocorrência de fraude eleitoral ou que sustentem a acusação de manipulação do resultado.
Flávio afirma que deixou o Brasil para evitar perseguição
Outro ponto central da manifestação é a saída do país. Flávio afirma que decidiu levar a família para os EUA por temer o avanço de medidas judiciais contra ele.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu o senador, ao justificar a decisão como uma forma de continuar atuando politicamente sem o que considera restrições à sua liberdade.
Ele também acusa integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) de agir politicamente contra a oposição e afirma que a apreensão de passaportes seria parte de uma sequência de medidas que, na avaliação dele, poderia terminar em prisão e condenação.
As acusações contra ministros do STF foram feitas pelo próprio parlamentar. A carta não apresenta comprovação das alegações de corrupção e perseguição descritas por ele.
Senador cita Trump e Milei e compara situação à de líderes no exílio
Ao justificar sua permanência nos EUA, Flávio menciona figuras políticas que atuaram fora de seus países em períodos de conflito, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Também cita opositores do governo venezuelano, entre eles Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.
Flávio promete comandar oposição do exterior
Na parte final da carta, o senador direciona uma mensagem a apoiadores, parlamentares e governadores aliados. Ele afirma que pretende assumir o protagonismo da oposição e falar publicamente sobre temas que, segundo ele, outros políticos não teriam liberdade para abordar no Brasil.
Flávio também cita Rogério Marinho, seu candidato à presidência do Senado, e afirma que pretende coordenar a mobilização política mesmo à distância.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”, declarou.
O senador encerra a manifestação afirmando que a disputa política não terminou com a eleição de 25 de outubro e promete manter a mobilização em defesa do que chama de democracia, direitos humanos e liberdade.
A carta marca uma nova etapa na atuação política de Flávio Bolsonaro após a derrota para Lula. Ainda não foram detalhados, no texto, os próximos passos da estratégia que ele pretende conduzir dos EUA.



