Reta final: Lula e Flávio travam disputa voto a voto
A seis dias do segundo turno, marcado para domingo (25), os levantamentos mais recentes indicam que a definição do próximo presidente segue em aberto
A disputa pela Presidência da República entra em sua última semana com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em uma corrida marcada pela proximidade nas pesquisas eleitorais. A seis dias do segundo turno, marcado para domingo (25), os levantamentos mais recentes indicam que a definição do próximo presidente segue em aberto.
Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) aponta Flávio com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. A diferença numérica é de apenas 0,6 ponto percentual, e os dois aparecem em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre sexta-feira (16) e domingo (18) e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026. Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 48,4%. A oscilação ocorreu dentro da margem de erro.
Já a pesquisa PoderData/Aya, registrada no TSE sob o número BR-02586/2026, também divulgada nesta segunda, mostra um cenário diferente: Flávio aparece com 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. O levantamento ouviu 3 mil pessoas entre os dias 16 e 18 de outubro e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.
As diferenças entre os levantamentos reforçam a importância de observar a metodologia, o período das entrevistas e a margem de erro de cada instituto. Pesquisas registram a intenção de voto no momento em que são realizadas e não representam o resultado definitivo das urnas.
Debate na Band marca início da última semana
O cenário eleitoral ganhou um novo capítulo no domingo (18), quando Lula e Flávio participaram do primeiro debate entre os dois candidatos neste segundo turno, transmitido pela Band.
O encontro foi marcado por ataques e acusações envolvendo corrupção, familiares dos presidenciáveis, segurança pública, economia e políticas sociais. Em diversos momentos, os candidatos direcionaram perguntas um ao outro e trocaram provocações.
Lula questionou Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O senador, por sua vez, cobrou explicações do presidente sobre suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As questões foram apresentadas no debate como acusações e cobranças políticas, e devem ser tratadas com distinção em relação a fatos comprovados.
O confronto também abordou temas como o custo de vida, a segurança pública, a licença-maternidade e a relação do Brasil com os Estados Unidos.
O que pode pesar até domingo?
Com a votação se aproximando, as campanhas têm poucos dias para reforçar suas mensagens, mobilizar apoiadores e tentar conquistar eleitores que ainda não decidiram definitivamente o voto.
Entre os temas que podem ocupar o centro da disputa estão a economia, o preço dos alimentos, a segurança pública e a avaliação do governo federal. Os candidatos também devem buscar ampliar a mobilização de suas bases eleitorais e reduzir a resistência entre os eleitores que rejeitam suas candidaturas.
Outro fator é o comparecimento às urnas. A participação dos eleitores que não votaram no primeiro turno pode influenciar o resultado, embora não seja possível prever como esse grupo se distribuirá entre os candidatos.
O próximo confronto previsto entre os presidenciáveis será na sexta-feira (23), na TV Globo, a dois dias da votação. O encontro representa uma das últimas oportunidades para que Lula e Flávio apresentem suas propostas e respondam aos questionamentos do adversário antes da decisão nas urnas.
Domingo será o dia da decisão
O segundo turno acontece em 25 de outubro. Até lá, as pesquisas continuarão oferecendo retratos da disputa, mas o resultado oficial dependerá dos votos contabilizados pela Justiça Eleitoral.
Com levantamentos que mostram diferenças de poucos pontos e campanhas concentradas na reta final, os próximos dias devem ser marcados por novas tentativas de mobilização e por uma disputa intensa pela atenção do eleitorado.
A definição sobre quem comandará o país pelos próximos quatro anos será conhecida após a apuração dos votos no domingo.



