Recém-nascido é encontrado carbonizado no DF; câmeras podem revelar quem deixou o bebê
Segundo relatos obtidos no local, um catador de materiais recicláveis teria sido a primeira pessoa a encontrar o corpo
Um recém-nascido do sexo masculino foi encontrado carbonizado na manhã desta sexta-feira (25) na Quadra 400 do Recanto das Emas, no Distrito Federal. A Polícia Civil do DF (PCDF) investiga as circunstâncias do caso e tenta identificar quem deixou o corpo no local.
A ocorrência chegou à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por volta das 7h50, inicialmente como um possível incêndio. Ao chegarem à região, os militares encontraram o corpo do bebê. A perícia foi acionada e o caso passou a ser investigado pela 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas.
Segundo relatos obtidos no local, um catador de materiais recicláveis teria sido a primeira pessoa a encontrar o corpo. Ele avisou uma mulher que aguardava a abertura de uma borracharia próxima. O comerciante Adriano Pereira Leite Neto, de 45 anos, contou que foi informado sobre a situação pela cliente.
“Quando eu cheguei, perguntei se ela queria algum serviço, e ela foi e relatou para mim que tinha uma criança queimada ali”, contou o comerciante.
Adriano afirmou que foi até o local acompanhado da mulher.
“Fomos lá olhar. Ela começou a passar mal pela situação e veio para dentro da borracharia. Depois, me contou que quem achou [o corpo do bebê], na verdade, foi um catador de latinha”, relatou.
O comerciante também descreveu o impacto provocado pela cena.
“Eu estou sem conseguir trabalhar até agora, não estou dando conta. Estou arrepiado até agora. É feia a cena”, afirmou.
Polícia procura pistas
A PCDF confirmou que o corpo encontrado é de um recém-nascido do sexo masculino. A placenta ainda estava ligada ao corpo da criança.
Agora, os investigadores buscam reconstruir os momentos que antecederam o abandono do bebê. Uma das frentes é a análise de câmeras de segurança instaladas nas proximidades.
O delegado-chefe-adjunto da 27ª DP, Zander Vieira Pacheco, afirmou que a equipe também verifica informações sobre possíveis partos recentes em unidades de saúde da região.
“Estamos tentando confirmar com hospitais da região sobre nascimentos e buscando imagens de câmeras de segurança da região para localizar quem deixou o bebê aqui”, declarou.
O delegado também destacou que ainda não está esclarecido se a criança estava viva ou morta quando foi deixada no local.
“Não sabemos se o bebê já chegou aqui vivo ou morto”, completou.
Imagens podem ajudar investigação
A PMDF também realiza diligências para tentar identificar as pessoas envolvidas. Segundo a corporação, imagens de estabelecimentos próximos já foram recolhidas e encaminhadas aos investigadores.
O porta-voz da PMDF, major Edimar Oliveira, explicou que os policiais continuam procurando novos registros que possam ajudar a esclarecer a ocorrência.
“Estamos em diligência para ver se a gente reconhece e consegue localizar as pessoas que estão envolvidas com a situação desse incêndio”, informou.
“A gente fez o recolhimento das imagens com os comerciantes das proximidades, verificou uma movimentação e passou para a PCDF. Agora, estamos buscando mais imagens”, completou.
A investigação segue em andamento. A perícia deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte e a dinâmica do incêndio, enquanto a PCDF tenta identificar quem deixou o recém-nascido no local.
*Com informações de Metrópoles




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