O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17/9) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. A medida foi apresentada a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
O anúncio foi feito no Palácio do Planalto. O valor mínimo de R$ 600 havia sido mantido pelo governo Lula sem reajuste até então.
Como funciona o valor do Bolsa Família
Pelas regras vigentes antes do anúncio, o programa garante um piso mínimo de R$ 600 por família. O pagamento, porém, é formado por diferentes componentes e pode ficar acima desse valor dependendo da quantidade e do perfil dos integrantes do núcleo familiar.
Entre os benefícios previstos estão R$ 142 por integrante da família, adicional de R$ 150 por criança de até 7 anos incompletos e R$ 50 para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos. Quando a soma não alcança R$ 600, o Benefício Complementar garante o piso familiar.
Os detalhes de como o reajuste de 15,04% será aplicado aos diferentes componentes do programa ainda precisam ser observados na regulamentação oficial. Por isso, não é seguro afirmar neste momento que o piso passará para R$ 691.
Anúncio ocorre na reta final da campanha
O reajuste foi anunciado a pouco mais de duas semanas da votação do primeiro turno. A proximidade com a eleição é um dado de calendário e, isoladamente, não permite atribuir motivação eleitoral à decisão.
Nesta quinta-feira também começou o calendário regular de pagamentos do Bolsa Família de setembro para beneficiários com NIS terminado em 1. Os depósitos seguem até 30 de setembro, conforme o cronograma oficial.



