Às vésperas de decisão, Moraes conversa com colegas sobre investigação do caso Master
A expectativa é de que o presidente do STF, Edson Fachin, defina ainda nesta segunda-feira (14) como será conduzida a sessão prevista para terça-feira (15)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria conversado nos últimos dias com outros integrantes da Corte para apresentar sua versão diante da possibilidade de avanço de uma investigação sobre uma eventual relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Segundo relatos sobre as conversas, Moraes tem sustentado que, além do contrato firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci, e o Banco Master, não haveria outros elementos que justificassem a continuidade de uma apuração envolvendo o ministro.
Moraes também teria negado aos colegas qualquer relação de proximidade com Vorcaro. Na avaliação apresentada pelo magistrado, esse contexto afastaria a necessidade de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
A expectativa é de que o presidente do STF, Edson Fachin, defina ainda nesta segunda-feira (14) como será conduzida a sessão prevista para terça-feira (15). Moraes também avalia fazer um pronunciamento público antes da análise.
Nos bastidores da Corte, ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin são apontados como possíveis autores de pedidos de vista. Caso isso ocorra, porém, os demais integrantes do Supremo ainda poderão antecipar seus votos.
O cenário considerado mais provável atualmente aponta para um placar de 5 votos a 3 pelo prosseguimento da investigação, sem a participação de Moraes e José Dias Toffoli. Toffoli, por sua vez, poderá avaliar se deve se declarar impedido de participar da análise.
Mendonça também será analisado
A situação do ministro André Mendonça também deve entrar na pauta do Supremo, mas em uma etapa posterior. O julgamento relacionado ao magistrado está previsto para o dia 23 de setembro.
A decisão de Fachin foi separar a análise dos casos, evitando que os processos envolvendo Moraes e Mendonça fossem julgados conjuntamente.
*Com informações de CNN



