Brasil

Senado avança com PEC da Segurança e amplia integração das forças

Texto-base foi aprovado na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o texto-base da PEC 18/2025, que amplia a integração entre os órgãos de segurança pública e prevê medidas mais rígidas contra integrantes e chefes de organizações criminosas.

A análise dos destaques — trechos que ainda precisam ser votados separadamente — ficou pendente e deverá ser retomada em uma próxima sessão. Depois dessa etapa, a proposta seguirá para o Plenário do Senado.

Uma das principais mudanças feitas no texto foi a retirada da Constituição da previsão de destinação de parte da arrecadação das apostas de quota fixa, as chamadas bets, para fundos ligados à segurança pública.

A proposta foi apresentada pelo governo federal e já passou pela Câmara dos Deputados. No Senado, a relatoria está sob responsabilidade do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que incorporou emendas para retirar da PEC o trecho referente às apostas.

Na versão aprovada pela Câmara, estava prevista a destinação de 30% da arrecadação das bets, após determinadas deduções, ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional. Com a alteração, caberá à legislação ordinária definir futuramente como esses recursos poderão ser distribuídos.

Antes da votação, Rogério Carvalho defendeu que esse tipo de destinação não seja colocado diretamente na Constituição.

Por outro lado, a PEC mantém a previsão de que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do pré-sal sejam destinados à segurança pública.

Integração entre forças de segurança

Outro ponto de destaque é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) no texto constitucional.

A medida busca ampliar a atuação conjunta entre órgãos de segurança federais, estaduais, distritais e municipais, com compartilhamento de informações e possibilidade de formação de forças-tarefa.

A proposta também estabelece regras mais rigorosas para integrantes e líderes de organizações criminosas, além de medidas específicas para autores de crimes violentos, principalmente em casos que tenham como vítimas mulheres, crianças ou adolescentes.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Editora do Portal Infonews, atua na cobertura de política, economia, saúde e cidades.

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