Entregadores de aplicativos fazem paralisação e protestam por melhores pagamentos em São Paulo
Categoria reivindica taxa mínima de R$ 10 e R$ 2,50 por quilômetro adicional; mobilização integra movimento nacional nesta terça-feira (1º)
Entregadores de aplicativos participam de uma paralisação nesta terça-feira (1º) em defesa de melhores condições de trabalho e aumento nos valores pagos pelas plataformas. Em São Paulo, trabalhadores se reuniram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, como parte de uma mobilização que ocorre em diferentes regiões do país.
Batizado de “Breque Geral dos Apps”, o movimento prevê que parte dos profissionais permaneça com os aplicativos desligados, além da realização de manifestações, carreatas e buzinaços.
Entre as principais reivindicações está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros, acrescida de R$ 2,50 por quilômetro adicional. A mesma reivindicação já esteve presente em manifestações recentes de entregadores na capital paulista.
Categoria questiona remuneração
Os trabalhadores também criticam modalidades oferecidas pelas plataformas que prometem possibilidades de ganhos maiores, mas que, segundo representantes da categoria, não entregariam na prática o retorno financeiro anunciado.
A remuneração tem sido um dos principais pontos de discussão entre trabalhadores e empresas do setor. Em protestos recentes em São Paulo, entregadores também contestaram uma proposta de taxa mínima de R$ 8,50, considerada insuficiente por representantes da categoria.
Regulamentação também está no centro do debate
As manifestações acontecem em meio às discussões sobre as regras para o trabalho intermediado por plataformas digitais. Em atos recentes, trabalhadores se posicionaram contra pontos do PLP 152, que trata das condições de trabalho e da regulamentação da categoria. Entre os temas que provocaram resistência estão valores mínimos de remuneração e questões previdenciárias.
Entregadores também já protestaram contra o endurecimento da fiscalização do curso especializado obrigatório para motociclistas, exigência prevista na legislação para quem exerce atividade remunerada com motocicleta.
Breque dos Apps tem histórico de mobilizações
A organização dos entregadores por meio de paralisações ganhou projeção nacional em 2020, quando ocorreram grandes atos conhecidos como “Breque dos Apps”. Desde então, remuneração, bloqueios realizados pelas plataformas e condições de trabalho permanecem entre as principais reivindicações apresentadas por grupos da categoria.



