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Dois anos sem Silvio Santos: relembre o legado do apresentador que transformou a televisão brasileira

Silvio Santos morreu em 17 de agosto de 2024, aos 93 anos, após mais de sete décadas de trajetória na comunicação; fundador do SBT permanece como uma das maiores referências da história da TV brasileira

Neste 17 de agosto de 2026, completam-se dois anos da morte de Silvio Santos, um dos nomes mais importantes e populares da história da televisão brasileira. O apresentador e empresário morreu em 17 de agosto de 2024, aos 93 anos, em São Paulo. 

Nascido Senor Abravanel, Silvio construiu uma trajetória que atravessou gerações. Do trabalho como camelô e da passagem pelo rádio à criação de uma das maiores emissoras do país, sua história se confundiu durante décadas com a própria evolução da televisão no Brasil. 

Dois anos depois de sua partida, bordões, programas, formatos e imagens do comunicador continuam presentes na memória do público e ajudam a dimensionar uma carreira que ultrapassou 75 anos, segundo o Museu Brasileiro de Rádio e TV. 

De camelô a um dos maiores comunicadores do país

Antes da televisão, Silvio Santos construiu sua habilidade de comunicação nas ruas e no rádio. Sua trajetória começou longe dos grandes estúdios: trabalhou como camelô no Rio de Janeiro e posteriormente ingressou no rádio.

A capacidade de conversar diretamente com diferentes públicos se tornaria uma de suas principais características. Décadas depois, essa mesma espontaneidade ajudaria a consolidar uma maneira própria de comandar programas de auditório.

Silvio acompanhou o desenvolvimento da televisão brasileira desde seus primeiros anos e teve papel relevante na popularização do meio. O pesquisador Elmo Francfort, presidente do Museu Brasileiro de Rádio e TV, destacou após sua morte que o apresentador ajudou inclusive a despertar no público o desejo de ter um aparelho de televisão em casa. 

Domingos se tornaram sinônimo de Silvio Santos

Foi diante das câmeras que Senor Abravanel se transformou definitivamente em Silvio Santos.

O Programa Silvio Santos tornou-se uma das atrações mais longevas da televisão brasileira. Durante décadas, os domingos foram marcados pelos programas de auditório, brincadeiras com a plateia, competições e pela interação direta do apresentador com participantes e telespectadores. 

Expressões, gestos e formatos apresentados por ele atravessaram gerações. Sua voz, o sorriso característico e a maneira de conduzir o auditório fizeram com que Silvio construísse uma identificação incomum com o público.

A criação do SBT ampliou o legado

A trajetória de Silvio não ficou restrita à apresentação. Como empresário, ele construiu seu próprio grupo de comunicação e fundou o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), consolidando-se também como um dos principais empresários da mídia brasileira.

A emissora tornou-se uma das maiores redes de televisão aberta do país e revelou ou consolidou inúmeros apresentadores, jornalistas e artistas.

Seu impacto foi reconhecido por entidades do setor após sua morte. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão destacou Silvio como uma figura que revolucionou o rádio e a televisão e deixou uma contribuição permanente para a comunicação brasileira. 

Últimos anos longe dos programas de televisão

Nos últimos anos de vida, Silvio Santos passou a aparecer cada vez menos diante das câmeras.

Mesmo distante da rotina semanal de gravações, sua imagem continuou diretamente associada ao SBT e à história da televisão nacional.

A ausência física dos programas abriu espaço para uma transição dentro da emissora, mas não apagou a identificação construída durante décadas entre o apresentador, o canal e seu público.

Silvio Santos morreu aos 93 anos

Silvio Santos estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, quando morreu às 4h50 de 17 de agosto de 2024.

Segundo comunicado divulgado pelo hospital, a causa da morte foi broncopneumonia após infecção por influenza H1N1. O apresentador havia sido internado por H1N1 em julho daquele ano, recebeu alta e posteriormente voltou ao hospital. 

A morte provocou uma onda de homenagens de artistas, autoridades, profissionais da comunicação e admiradores. O governo federal decretou luto oficial de três dias, enquanto o governo e a prefeitura de São Paulo estabeleceram sete dias de luto. 

Uma despedida reservada

A despedida seguiu a tradição judaica e ocorreu de maneira reservada, conforme desejo do próprio apresentador.

A família optou por não realizar um grande velório público, mesmo diante da dimensão nacional da comoção provocada pela morte.

Na ocasião, o SBT divulgou uma mensagem ressaltando os mais de 65 anos de convivência do comunicador com o público brasileiro e lembrando a voz e o sorriso que marcaram sua trajetória. 

Dois anos depois, uma presença que permanece na TV

A importância de Silvio Santos pode ser medida não apenas pela duração da carreira, mas pela influência que exerceu sobre a maneira de fazer televisão no país.

Programas de auditório, comunicação direta com o telespectador, participação popular e entretenimento familiar foram elementos explorados durante décadas pelo apresentador.

Sua história também atravessou diferentes fases tecnológicas da comunicação: Silvio começou no rádio, acompanhou a expansão da televisão aberta e permaneceu como uma personalidade nacional até a era das redes sociais.

Dois anos depois de sua morte, Senor Abravanel pertence à história, mas Silvio Santos continua presente na memória da televisão brasileira.

Nélio Sousa

Nélio Sousa é jornalista formado pela Faculdade Anhanguera de Brasília. Atua na cobertura de entretenimento e atualidades, com foco em filmes, séries, televisão, celebridades e notícias do Brasil.

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