MPE se manifesta contra suspensão de pesquisa AtlasIntel determinada pelo TSE
Ministério Público Eleitoral defendeu a continuidade da divulgação do levantamento questionado pelo PL
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra a suspensão da pesquisa eleitoral realizada pela AtlasIntel que mede as intenções de voto para a Presidência da República. O parecer foi apresentado no processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e analisa a decisão liminar que retirou o levantamento de circulação.
A controvérsia começou após uma representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia utilizada pelo instituto. A legenda argumentou que o questionário teria sido elaborado de forma a induzir respostas negativas em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Entenda o caso
A pesquisa da AtlasIntel foi suspensa por decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Na decisão, o magistrado apontou indícios de possível comprometimento da metodologia utilizada no levantamento e considerou que algumas perguntas poderiam influenciar as respostas dos entrevistados.
O ministro também determinou que o instituto apresentasse documentação complementar para comprovar a regularidade da pesquisa. A decisão foi levada ao plenário da Corte, que começou a analisar o caso, mas o julgamento acabou interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha.
Parecer do Ministério Público
No parecer enviado ao TSE, o Ministério Público Eleitoral se posicionou contra a manutenção da suspensão da pesquisa. O órgão entendeu que não foram apresentados elementos suficientes para justificar a retirada do levantamento de circulação antes da conclusão da análise do mérito do processo.
A manifestação do MPE será considerada pelos ministros da Corte Eleitoral quando o julgamento for retomado. A decisão final caberá ao plenário do TSE, que poderá manter ou derrubar a liminar concedida anteriormente.
Pesquisa gerou debate político
O levantamento da AtlasIntel ganhou repercussão após indicar mudanças no cenário eleitoral para 2026. A divulgação dos números motivou questionamentos por parte do PL, enquanto o instituto negou qualquer irregularidade e defendeu a metodologia empregada no estudo.
Em nota divulgada após a suspensão, a AtlasIntel afirmou confiar na análise técnica do Tribunal Superior Eleitoral e sustentou que os resultados refletiam a percepção dos entrevistados no momento da coleta dos dados.
Com o parecer do Ministério Público Eleitoral, o caso ganha um novo capítulo e segue aguardando uma decisão definitiva do TSE sobre a validade da suspensão da pesquisa.



