Decisão do PSD com Ronaldo Caiado mantém ‘polarização radicalizada’, diz Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, comentou a decisão do Partido Social Democrático (PSD) sobre o rumo da legenda na eleição presidencial e afirmou que, embora respeite a escolha, ficou insatisfeito com o caminho adotado.
“Hoje, o meu partido tomou uma decisão importante ao definir o seu caminho para a eleição presidencial. Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, eu não vou discutir essa decisão. Mas isso não significa ausência de convicção”, declarou.
Leite relatou que, nos últimos dias, recebeu apoio de diferentes setores, incluindo lideranças políticas, economistas e representantes da sociedade civil. Segundo ele, essas manifestações apontam para um desejo por mudanças no cenário político. “Existe, sim, no Brasil um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real, por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito”, afirmou.
O governador criticou o atual ambiente político e disse que o país enfrenta um desgaste provocado pela polarização. “O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos”, disse. Para ele, a decisão do partido “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”.
Leite também defendeu a construção de uma alternativa política baseada no centro democrático. “Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade, com compromisso com a conciliação, com o diálogo e com a construção de soluções reais”, afirmou.
Apesar de não ter uma candidatura formalizada, o governador destacou que o movimento político construído até agora já demonstrou a existência de espaço para uma nova proposta. “Nós ajudamos a mostrar que existe espaço e, mais do que isso, necessidade de um projeto nacional sólido, responsável e equilibrado”, disse.
Por fim, Leite sinalizou que pretende seguir atuando politicamente, independentemente da decisão partidária. “Essa jornada continua na sociedade, nas ideias, naquilo que a gente planta. O Brasil vai reencontrar o caminho do equilíbrio e recolocar a política no seu devido lugar: o de servir as pessoas e não de dividi-las”, concluiu.



