Entre os dias 14 e 25 de novembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará, em sessão virtual, se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de coação no curso do processo.
Os ministros decidirão se abrem uma ação penal contra o parlamentar, o que o tornaria réu. Caso a denúncia seja recebida, terá início a fase de instrução processual, momento em que defesa e acusação poderão apresentar provas e testemunhas.
A denúncia da PGR aponta que Eduardo teria tentado pressionar o STF a arquivar o processo em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes correlatos.
De acordo com a denúncia, ele teria conduzido uma campanha pública para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades judiciais brasileiras, com o objetivo de intimidá-las e evitar a condenação de seu pai.
O que diz Eduardo?
Na última segunda-feira (3), o parlamentar afirmou que a acusação contra ele é “sem pé nem cabeça”, salientando que o objetivo é tirá-lo do “tabuleiro político de 2026”.
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