Ministro Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho/STF.
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Novo pedido à PGR mira Toffoli em investigação do Banco Master

A oposição voltou a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira (12) para pedir que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja declarado suspeito no processo que investiga suposta fraude financeira envolvendo o Banco Master.

O pedido foi apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que defende o afastamento de Toffoli da relatoria e a redistribuição da ação penal a outro integrante da Corte. Na avaliação do parlamentar, a providência é necessária para preservar a confiança pública no Supremo.

A nova representação foi protocolada um dia depois de vir a público que a Polícia Federal identificou menções ao nome do ministro no celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

No documento, Jordy também cita apuração sobre a movimentação de recursos de um fundo ligado ao banco que adquiriu o Resort Tayayá, no Paraná. Toffoli confirmou ser sócio da empresa responsável pela venda do empreendimento ao fundo vinculado ao Master, mas negou qualquer relação com Vorcaro.

O deputado sustenta que, independentemente das conclusões das investigações, a existência de referências cifradas a pagamentos e a análise de possível fluxo financeiro oriundo de estrutura societária relacionada ao grupo investigado configuram situação relevante e preocupante.

Segundo ele, não se trata de críticas políticas ou conjecturas externas, mas de elementos surgidos no curso da própria investigação criminal, com base em provas apreendidas e submetidas à análise judicial, o que, em seu entendimento, reforça o peso jurídico do caso.

Em 22 de janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia rejeitado três pedidos de suspeição contra Toffoli apresentados por Jordy e pelas deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Caroline De Toni (PL-RJ). À época, os questionamentos se baseavam na viagem do ministro ao Peru para assistir à final da Copa Libertadores, em um jatinho acompanhado do advogado de um dos investigados.

A PGR ainda não se manifestou sobre outro pedido semelhante, protocolado pelo deputado Sanderson (PL-RS), que aponta indícios de eventual participação econômica indireta ou sociedade oculta relacionada ao Resort Tayayá.

No novo requerimento, Jordy afirma que o afastamento não representaria censura pessoal nem prejulgamento, mas uma medida institucional voltada a resguardar o devido processo legal, a segurança jurídica e a credibilidade do STF.

Malu Alencastro

Formada em 2021, Malu Alencastro é jornalista pelo CEUB. Atuou em TV e em assessoria de imprensa, mas tem carinho especial por redação.

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