Kassab afirma que criticar Lula ‘não faz sentido’ e indica rumo eleitoral do PSD; entenda
O presidente nacional do PSD e secretário do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gilberto Kassab, ampliou os sinais políticos após a confirmação da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à legenda.
Ao longo de uma série de entrevistas, Kassab afirmou que a ala governista do partido não será afetada por um eventual projeto presidencial. Além disso, ele ressaltou que a escolha do candidato do PSD ao Palácio do Planalto será definida no campo político. O dirigente também indicou um afastamento em relação aos setores mais radicalizados do bolsonarismo.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Kassab disse que “não faz sentido criticar a gestão Lula” e defendeu que o PSD apresente uma candidatura “moderada”, capaz de se colocar como contraponto a propostas mais extremas, tanto à esquerda quanto à direita.
Nas entrelinhas, o presidente do PSD sinalizou que o partido pretende manter espaço na Esplanada dos Ministérios. Atualmente, a sigla comanda três pastas: Agricultura, Minas e Energia e Pesca.
Em outra entrevista, ao UOL, Kassab reforçou a tentativa de se afastar da ala mais radical da direita bolsonarista. “Gratidão é uma coisa, submissão é outra”, afirmou.
Fontes do governo paulista avaliam que o posicionamento público de Kassab reflete uma visão compartilhada pelo governador Tarcísio de Freitas.
O dirigente também descartou a realização de prévias internas no PSD. Ainda reiterou que a definição do nome que representará o partido será fruto de uma decisão política.
A movimentação faz parte de uma estratégia para manter o PSD entre as principais forças partidárias do país. A meta é ambiciosa: ampliar a bancada de 47 para 80 deputados federais, manter os 14 senadores e eleger cinco governadores.

