Entre críticas e elogios, Senado reconduz Paulo Gonet à PGR
O Plenário do Senado aprovou, na quarta-feira (12), a recondução de Paulo Gonet ao cargo de Procurador-Geral da República. Ele obteve 45 votos favoráveis e 26 contrários. Isso é quatro a mais que o mínimo exigido para a maioria absoluta, de 41 votos.
Antes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia validado o nome de Gonet por 17 votos a 10. A votação analisou a mensagem presidencial relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).
Durante a sessão no Plenário, parlamentares apresentaram opiniões divergentes sobre a atuação do procurador. O senador Jorge Seif (PL-SC) criticou o desempenho de Gonet, classificando-o como “apagado e subserviente”. Ele afirmou que o Ministério Público deve ser “altivo e independente”.
Por outro lado, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) destacou a credibilidade, imparcialidade e compromisso institucional de Paulo Gonet.
“Ele é um homem honrado. Sua história o dignifica” afirmou.
A recondução de Gonet ao cargo havia sido assinada pelo presidente Lula (PT) em agosto.
Trajetória
Paulo Gonet é formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), possui mestrado em Direitos Humanos pela University of Essex, no Reino Unido, e é doutor em Direito, Estado e Constituição, também pela UnB.
Ingressou no Ministério Público Federal (MPF) em 1987, como procurador da República. Entre 1989 e 1993, atuou como procurador regional da República. Em 2012, alcançou o topo da carreira ao ser promovido a subprocurador-geral da República.
Na Procuradoria-Geral da República (PGR), desempenhou funções como secretário de Assuntos Constitucionais. Também foi representante do MPF na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), cargo que ocupava antes de assumir a vice-procuradoria-geral eleitoral.

